{"tema_id":"47865","string":"GOZO (PSICAN\u00c1LISE)","created":"2017-07-10 00:00:00","code":"CB300.CB360.15.1.4.5.15","modified":"2017-07-10 00:00:00","notes":[{"@type":"Nota de escopo","@lang":"PT","@value":"Lacan conferiu importante significa\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica ao termo gozo, diferenciando-o de prazer (op\u00f5e-se a este, porque o prazer abaixaria as tens\u00f5es ps\u00edquicas ao mais baixo n\u00edvel poss\u00edvel) e de demanda, estando mais proximo deste. Embora Freud muito raramente tenha usado o termo gozo, \u00e9 nele que Lacan se inspira, mais precisamente naquela constata\u00e7\u00e3o de Freud de que o beb\u00ea que \u00e9 amamentado, mesmo depois de saciar sua necessidade org\u00e2nica, demora-se no seio da m\u00e3e, fazendo atos de suc\u00e7\u00e3o, agora movido por uma sensa\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o er\u00f3gena. Lacan conclui que \u00e9 o outro, a m\u00e3e ou seu substituto, quem confere um sentido \u00e0 necessidade org\u00e2nica do beb\u00ea, de modo a ficar preso numa rela\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, onde \u00e9 remetido ao discurso do Outro.Fonte: ZIMERMAN, D.E. Vocabul\u00e1rio contempor\u00e2neo de psican\u00e1lise. Porto Alegre, Artmed, 2008. p. 169"}]}